Tróia
17 de Maio de 2004 por Bruno Oliveira

A grande quantidade de nomes faz o desenvolvimento de alguns personagens ser pequeno. Uma pena ver a riqueza da história de Enéas, fundador de Roma, ser resumida a uma figuração no final do filme. O bom roteiro, que justifica com competência a inocência das superstições de uma época tão remota, fica apertado nas quase três horas de projeção.
O elenco - o mais estrelado que se conseguiu juntar desde Onze Homens e um Segredo - tem atuações inspiradas, mas a película mostra seus descuidos na pós-produção – em especial na trilha, que, depois de mudanças radicais de última hora, dói os ouvidos. O fato é que depois de um ano de trabalho, Gabriel Yared – autor da trilha vencedora do Oscar por O paciente inglês – foi substituído um mês antes da estréia do filme por James Horner, com quem o diretor já havia trabalho em Mar em fúria. A confusão ocorreu depois que, em uma exibição-teste, o público disse não ter gostado da trilha composta por Yared.
As cenas de batalha, como já era de se esperar, são espetaculares. Além de planos aéreos – tão de longe que a computação gráfica não precisa ser grande coisa – e planos próximos – tão de perto que uma dúzia de figurantes bastam, para encher a tela –, temos um meio termo que mostra o potencial dos efeitos visuais pós Senhor dos Anéis.
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Avaliação Bonequinho Cego:


Lançado sem barulho em 1997, o filme conta com a participação de
Curiosidades à parte, a película de 

Em vários níveis ele é uma bomba. O roteiro, que começa com uma estrutura de filme de James Bond (herói numa cena de ação inicial; herói recebe uma missão; herói recebe as armas; herói parte para investigação), parece ter sido rascunhado em 20 minutos. Além de ter uma coleção interminável de clichês, nos brinda com momentos inacreditáveis – notoriamente: 