O Justiceiro
27 de Julho de 2004 por Bruno Oliveira
Houve uma evolução evidente da visão dos donos do dinheiro sobre essas produções. X-Men, Homem-Aranha. Mais grana foi investida, melhores diretores foram contratados. Ainda assim, infelizmente, vez por outra os direitos autorais de um bom personagem acabam caindo em mãos erradas.
Nas patas de um diretor estreante e na pele de um ator desconhecido, um dos personagens mais durões da Marvel – um herói mau e sem poderes – rende um filme sem violência, sem sangue, sem graça. Apesar de alguns detalhes legais (a chacina na casa de praia e a morte à la Mad Max no píer) todo o conceito de fazer um filme para a família foi equivocado. Isso funciona com Super-Homens e Aranhas, mas não com Demolidores e Justiceiros. A idéia de colocar Frank Castle no meio de vizinhos que servem como alívio cômico é digna de pena de morte (BANG!, o Bonequinho atira). Bryan Singer – que talvez seja o diretor da nova versão de 200 milhões de dólares de Super-Homem – provou com X-Men que um orçamento baixo pode render um bom filme de super-herói. Não há desculpas.
Saiba mais informações no IMDB
Avaliação Bonequinho Cego:


E os meritos não são de um autor, mas dois: o diretor e Michel Gondry o roteirista Charlie Kauffman. Como é que Kauffman faz essa obsessão pela mente, engarrafada em filmes loucos, funcionar sistematicamente tão bem nas telas? É muito impressionante que ele e o diretor saibam que um roteiro tão insano vá gerar um resultado tão bom. Como é que investem dinheiro nessa loucura toda? Coisa de gênios em fina sintonia.
Tudo é baseado numa história real de um tal Buford Pusser, que foi xerife no sul do Tennessee. O sujeito foi baleado oito vezes tomou sete facadas e sobreviveu a uma emboscada. Nada disso – nem mesmo o nome do xerife – foi aproveitado pelo filme. Mas não importa. Quem quiser saber essa história pode ver o Walking Tall 
Tudo bem… Em um festival de cinema, no meio de um monte de lixo experimental, a direção de Jogo de Sedução pode se destacar pela ambição. Mas talvez seja só pretensão.
Toda aquela história de que o filme seria um “