De repente 30

13 goint on 30, título original desta bomba, começa ambientado nos anos 80. As comédias água-com-açúcar daquela época são tão óbvias que renderiam uma boa sátira. O filme joga essa oportunidade fora e, em troca, faz um filme tão previsível e sem malícia quanto esperaríamos de qualquer “Sessão da Tarde” – só que vinte anos depois.

Felicidade: ela não viu o filme que fez.Eu consigo contar nos dedos as diferenças entre este filme e Quero ser grande, com Tom Hanks. Apesar de Jennifer Garner ser mais bonita que o Sr. Hanks, ela trabalha bem pior. Sempre que aparecia, o bonequinho tapava nos ouvidos.

E quem sai no meio do filme ainda tem a sorte de não ver o final ultra-mega-super-feliz que o diretor Gary Winick tira da manga. Suficiente para envergonhar qualquer criança.

Com muito boa vontade dá pra tirar algumas pequenas coisas boas do filme: A presença de Andy Serkis (o Sméagol de O Senhor dos Anéis) e a cena em que a boate toda dança ao som de Thriller. A cena não chega a empolgar, mas a musica é muito boa.


Saiba mais informações no IMDB



Avaliação Bonequinho Cego:


Compare Preços: de repente 30, 13 going on 30



Mulheres perfeitas

Frank Oz – mais conhecido pelos nerds por ser o Mestre Yoda de Guerra nas Estrelas – não tem uma carreira brilhante como diretor, mas sua influência com os atores é invejável. Depois de colocar Steve Martin e Eddie Murphy juntos em um filme e reunir Marlon Brando, Robert De Niro e Edward Norton em outra produção, Oz traz mais um elenco invejável para esta comédia que promete muito e faz pouco.

Mulheres perfeitas – já o filme, nem de pertoO tema da refilmagem (mais uma) até é interessante: Uma cidade em Connecticut onde todas as mulheres são perfeitas – pelo menos para os homens. O excelente início, que mostra como as mulheres podem intimidar os homens – numa vingança involuntária de algumas décadas – não faz jus ao resto do filme.

O roteiro nunca explica o que acontece com as tais mulheres de Stepford e porque diabos aquilo não é permanente. Saímos do cinema com a impressão de ter visto uma exibição teste, confusa e inacabada.


Saiba mais informações no IMDB



Avaliação Bonequinho Cego:


Compare Preços: mulheres perfeitas, the sptepford wifes



Fahrenheit 11 de Setembro

Michael Moore vai, aos poucos, perdendo a graça. Aqui no Brasil, como na França – onde ganhou a Palma de Ouro – seu filme fala para um público que apóia seus objetivos. No entanto, Fahrenheit 11 de Setembro (Celsius 488.3, se tivesse uma tradução pouquinho pior) não é um bom documentario.

Michael Moore: omissões são menos piores do que as mentiras?Além de não ser sincero em suas críticas – omitindo fatos e editando maliciosamente entrevistas – o documentário é superficial quando sugere conspirações sem concluir seus argumentos. Vez por outra Moore ainda se prende a detalhes sem importância – como quando fala da reunião do cônsul Árabe com Bush – e às vezes é simplesmente melodramático.

Revisando sua filmografia, Tiros em Columbine é um filme incomparavelmente melhor, e, Moore, apesar de todas as acusações de narcisismo, funciona melhor na frente das câmeras. No final, seja qual for sua posição política, Fahrenheit é um ótimo exercício para testar seu senso crítico. Tudo bem… também diverte.


Saiba mais informações no IMDB



Avaliação Bonequinho Cego:


Compare Preços: Michael Moore, Fahrenheit, 11 de setembro



Eu, robô

A expectativa criada por um bom trailer pode fazer um filme razoável parecer horrível. Foi exatamente o contrário do que aconteceu com Eu, Robô, que meses antes da estréia lançou um trailer que quase infartou metade dos fãs do livro. Confesso que, se não fosse pela aprovação da filha do autor, não teria nenhuma esperança.

Asimov: ainda não foi desta vez...Isaac Asimov mudou a ficção científica ao criar as Três Leis da Robótica. Conceito que impedia os robôs de suas histórias de machucar ou causar qualquer problema para os seres humanos. Em vários de seus contos, Asimov elaborava quebra-cabeças onde, apesar de todos indícios apontarem para culpa dos homens mecânicos, eles nunca eram vilões. Os robôs eram mais humanos do que os humanos.

Tanto no trailer quanto no filme o otimismo do autor – sua visão de homens e robôs vivendo pacificamente –, que acabava com o complexo de Frankenstein que invadia as ficções de seu tempo e ainda invade os filmes de nosso –, foi embora ralo abaixo. O filme é melhor do que o trailer sugere, mas desperdiça a ótima oportunidade de fazer pelo cinema o que Asimov fez pela literatura. Uma adaptação nem um pouco apaixonada - e cheia de furos.

Agora o que mais preocupa é que A Fundação, um dos maiores trabalhos do autor, deve ser adaptada pelo mesmo roteirista. Como anda o calendário de Peter Jackson, hein?


Saiba mais informações no IMDB



Avaliação Bonequinho Cego:


Compare Preços: Eu Robot, I robot