25 de Setembro de 2004 por Bruno Oliveira
Quer dizer que Spielberg está numa das fases mais produtivas de sua vida (ter filmes dele em cartaz não é novidade para o público). Quer dizer que ele resolveu arriscar a fazer comédia de novo (depois de algumas piadas bem sucedidas em Prenda-me se for capaz). Quer dizer que ele não está preocupado em agradar (porque se estivesse o filme ia ser um sucesso com 100% de certeza).
Todas essas noticias são boas, mas Terminal não é bom. Mas também não é ruim.
Spielberg nasceu com a câmera na mão – o cara filma desde que começou a andar –, então é humanamente impossível que seus filmes sejam completamente ruins. Sempre tem um toque de gênio. Sempre.
Desta vez ele faz uma sessão da tarde baseada (bem de longe) na vida de um iraniano que ficou preso no aeroporto de Paris e resolveu ficar por lá mesmo (e está lá até hoje). Espere sair em vídeo e veja num domingo de chuva.
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Avaliação Bonequinho Cego:


Mas não precisava ser assim. Paul Greengrass provou que filmes de espionagem podem ser atuais e minimamente realistas sem entediar o espectador. Jason Bourne é um herói e pra isso não precisa nos fazer de bobos. Ele improvisa, se machuca e mata a sangue frio.

O bonequinho vai começar a rasgar seda: eu adoro Shyamalan. Não desde o Sexto Sentido, mas desde Corpo Fechado. Acho que é um dos maiores (senão o maior) diretor dos últimos anos. E excelente escritor; seus filmes não têm sobras – toda cena é necessária e repensada várias vezes.
Esse encontro de Tiros em Columbine com Jackass é divertido, mas tem um tom amador demais pra ser levado a sério. Vários testemunhos sobre a saúde de Morgan são dados por ele mesmo e por sua namorada, sem absolutamente nenhuma base científica. O clínico geral, um dos médicos contratados para cuidar de Spurlock, é uma versão sem bigode de Saddam Hussein na época de sua captura – não impõe nenhum respeito.