Meu tio matou um cara
31 de Dezembro de 2004 por Bruno Oliveira
Meu tio matou um cara é um exercício dos estilos que ele criou nos seus últimos longas. Uma história policial que cativa e um romance adolescente tratado com respeito (nada de Puppy Love!).
O que Jorge Furtado não é, é um bom diretor de atores. Apesar de ter um bom time – alguém duvida do talento de Lázaro Ramos, por exemplo? – os primeiros minutos deste filme dão medo: parece que nem houve ensaio! Os atores cospem as falas sem nenhuma expressão. Não entendam errado, eu sei que Furtado queria colocar o tom sério e introspectivo dos personagens de Peanuts em seus garotos. Não é isso. As atuações estavam um lixo, mesmo! Mas graças ao bom (e brasileiro) Deus, as coisas começam a melhorar e esta primeira impressão se dilui com o passar do filme.
A impressão final do filme é bastante boa. Ele é divertido e despretensioso. Exatamente o estilo que o cinema brasileiro precisa para continuar levando gente para as salas.
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Com a ajuda de seu amigo – e sócio – George Clooney, Steven Soderbergh conseguiu a façanha de colocar uma constelação de atores para trabalhar por quase nada, em 2001. Todos se divertiram e o (bom) filme fez sucesso.

