Sunshine - alerta solar
17 de Abril de 2007 por Bruno Oliveira
Depois de Trainspotting, Cova Rasa e Extermínio, Danny Boyle já provou seu talento como contador de histórias. Por que não se aventurar pela Sci-Fi? O tema é bom, os personagens são bons, os atores melhores ainda; mas as soluções visuais são um deja vù de 107 minutos.
Os temas espinhosos abordados passam por: isolamento e uma conseqüente paranóia; disputa entre decisões de homens e máquinas; o paradoxo da necessidade de ignorar a humanidade do indivíduo para salvar a espécie humana; o contato do homem espacial com a força criadora etc. Bem ambicioso, não? Ao enfrentar esses temas, Boyle correu pelo caminho seguro e repetiu as fórmulas dos mestres que já haviam tratado desses assuntos. Há muitas referências dos clássicos do gênero e é isso que impede que Sunshine se torne um deles.
O filme não é óbvio nem absurdo e se você for vê-lo depois de uma crítica que nem esta, é capaz de gostar muito dele. Eu só esperava mais coragem de um diretor que, depois de algumas pancadas de Hollywood, resolveu seguir um caminho independente. Reparem o selo da Fox Searchlight e sua interação com o início do filme - bem legal!
Outra observação é quanto ao que a crítica d’O Globo esculhamba: Os sustos à Sexta-feira 13 talvez sejam a única solução que carrega a assinatura do diretor e as imagens borradas ou tremidas são uma maneira (já usada no 2001 de Kubrick) de mostrar graficamente a distorção do espaço-tempo quando se está sob uma influência gravitacional tão grande.
Esses críticos são professores de corrida pernetas. Ou bonequinhos cegos.
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Avaliação Bonequinho Cego:


Segundo o
A
Sou da época do boom de vendas das histórias do Homem-Aranha com o Todd McFarlane. Eu realmente ficava empolgado com os quadrinhos, mas eu gostava do Homem-Aranha, não do McFarlane. Admitia, claro, que alguns desenhistas eram melhores do que outros - sempre comparando o realismo dos desenhos - e Alex Ross era um monstro sagrado, independente dos seus roteiros.

