Sunshine - alerta solar

A ficção científica - digo a científica mesmo, não a fantasia - é um gênero para poucos autores. É preciso ter muito talento para dosar corretamente verossimilhança, deslumbramento pelo fantástico e uma história que valha a pena ser contada.

Depois de Trainspotting, Cova Rasa e Extermínio, Danny Boyle já provou seu talento como contador de histórias. Por que não se aventurar pela Sci-Fi? O tema é bom, os personagens são bons, os atores melhores ainda; mas as soluções visuais são um deja vù de 107 minutos.

Os temas espinhosos abordados passam por: isolamento e uma conseqüente paranóia; disputa entre decisões de homens e máquinas; o paradoxo da necessidade de ignorar a humanidade do indivíduo para salvar a espécie humana; o contato do homem espacial com a força criadora etc. Bem ambicioso, não? Ao enfrentar esses temas, Boyle correu pelo caminho seguro e repetiu as fórmulas dos mestres que já haviam tratado desses assuntos. Há muitas referências dos clássicos do gênero e é isso que impede que Sunshine se torne um deles.

O filme não é óbvio nem absurdo e se você for vê-lo depois de uma crítica que nem esta, é capaz de gostar muito dele. Eu só esperava mais coragem de um diretor que, depois de algumas pancadas de Hollywood, resolveu seguir um caminho independente. Reparem o selo da Fox Searchlight e sua interação com o início do filme - bem legal!

Outra observação é quanto ao que a crítica d’O Globo esculhamba: Os sustos à Sexta-feira 13 talvez sejam a única solução que carrega a assinatura do diretor e as imagens borradas ou tremidas são uma maneira (já usada no 2001 de Kubrick) de mostrar graficamente a distorção do espaço-tempo quando se está sob uma influência gravitacional tão grande.

Esses críticos são professores de corrida pernetas. Ou bonequinhos cegos.


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Tarantino pode vir ao Brasil

Segundo o Blog Illustrada no Cinema da Folha de São Paulo, o Brasil pode receber a visita de Tarantino. O diretor de cinema pode nos visitar para lançar o filme “Prova de Morte” (Death Proof) que faz parte do “Grindhouse”.

O diretor de “Planeta Terror” (Planet Terror) pode vir na carona de Tarantino para realizar a mesma tarefa. Aqui no Brasil o filme Grindhouse deve ser dividido em dois e o espaço entre os lançamentos pode ser de até 3 meses. O mesmo deve acontecer em outro países.


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Anima Mundi 2007 vem aí

A Anima Mundi começa este ano no dia 29 de Junho e vai até 8 de Julho no Rio de Janeiro. Já em São Paulo o evento acontece entre 11 e 15 de Julho. O evento completa 15 anos e apesar das inscrições de animações esteja encerradas ainda dá tempo de submeter seu trabalho voltado para WEB ou celular.

As animações para a categoria WEB devem ter menos de 5 MB e o formato é Flash. Já para o celular o tamanho diminui para 2 MB, mas o formato é o mesmo.





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300

Sou da época do boom de vendas das histórias do Homem-Aranha com o Todd McFarlane. Eu realmente ficava empolgado com os quadrinhos, mas eu gostava do Homem-Aranha, não do McFarlane. Admitia, claro, que alguns desenhistas eram melhores do que outros - sempre comparando o realismo dos desenhos - e Alex Ross era um monstro sagrado, independente dos seus roteiros.

Anos depois, numa idade que já ficamos constrangidos de comprar gibis numa banca de jornal, comecei a reler alguns clássicos, agora reparando nos seus autores. Fui experimentando outros gêneros com Art Spiegelman, Scott McCloud (um divisor de águas para minha cultura), Allan Moore, Frank Miller… Vamos parar nele.

300 não é a melhor obra de Frank Miller, mas tem uma estrutura sólida. A história de Leônidas nas Termópilas é emocionante, empolgante e atemporal. Miller colocou estilo.

Como deveria ser em qualquer adaptaçao, Zack Snider somou seu talento às outras camadas de talentosas interpretações que a história dos 300 de esparta teve durante mais de 2000 anos. A personalidade da visão de Miller prevalesceu e seu estilo cartunesco combina perfeitamente com a visão o diretor de Madrugada dos Mortos.

Ao contrário de Capitão Sky e o Mundo de Amanhã - outro filme totalmente desenhado em CGI -, cada frame artisticamente pensado faz a história crescer. Todos os atores, com destaque para Gerald Butler, entregam uma atuação verossímil num mundo de gigantes e lobos com olhos que brilham. Os coadjuvantes são excelentes e saltam aos olhos em cada frase de efeito, mas sem nunca tirar a força dos protagonistas - uma metáfora metalingüistica do que Leônidas fala sobre a força de um rei estar nos homens ao seu lado. E ainda bem que Santoro não se destacou tanto: Nenhum filme clássico precisa de um Coringa que eclipse o Batman.

Vá esperando uma boa adaptação de quadrinhos como Marcas da Violência, Sin City ou Batman Begins e saboreie 300 como um clássico. Depois de tantos exemplos populares de como HQs podem ser uma forma de arte, já saio de casa carregando meu exemplar de Batman - O Cavaleiro das Trevas orgulhosamente, como se estivesse com um Dostoievski.


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Controle maior na meia-entrada no cinema

Lendo um artigo no O Globo de hoje (10/04) vi que o controle sobre as carteira de estudante vai ficar mais rigorosa.

Não basta somente ter a carteira de estudante. Será necessário comprovar que se está cursando algo realmente. Então é bom ter de bate-pronto um comprovante de matrícula ou boleto bancário.

Até mesmo a identidade pode ser pedida para comprovar que o dono da carteira é o portador da mesma. O cartaz aí ao lado estará fixado perto da bilheterias informando também que falsificar a carteirinha é crime.

Detalhe: O artigo do O Globo termina dizendo que 80% dos ingressos de teatro são de meia-entrada. Nunca vi tanto estudante ir ao teatro. Se isso fosse verdade, teríamos um juventude cheia de cultura. O triste é saber que aqui no Brasil só tem mesmo é esperto querendo se dar bem.

Que bom que finalmente vão fazer o controle correto.





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