A Batalha de Riddick



Ninguém mais do que eu queria que A Batalha de Riddick fosse um filmão. Depois de ficar fã do diretor com Submersos e colocar Eclipse Mortal na lista das melhores ficções de baixo orçamento do cinema, esperava que a primeira superprodução de David Twohy tivesse, no mínimo, originalidade. Parece que a insegurança tomou conta do cineasta e no meio de preocupações com efeitos épicos e um monte de figurantes ele acabou esquecendo do resultado final.

Vin Diesel olhando a besteira que fezToda aquela história de que o filme seria um “Guerra nas Estrelas do mal” era mentira. O filme tenta ser cool e, coitado, Vin Diesel sozinho não faz esse milagre. Simplesmente não há espaço para todas as frases de efeito do roteiro. Mas não é só o brutamontes que paga mico: a direção de atores está tão ruim que até Judi Dench parece não saber o que faz.

Mas tudo isso ainda é eclipsado pela direção de arte… Ah, a direção de arte! Eu aposto que o nome de um dos três diretores de arte é um pseudônimo do Joãozinho Trinta. Não bastasse que os vilões tivessem o nome horroroso de “Necromonges” – aliás, todos os nomes do filme são ridículos –, os seus figurinos são patéticos! O desenho das naves também é patético! É tudo de mau gosto!

Enfim, o mundo seria melhor se esse filme não fosse feito. Twohy estragou uma franquia com um grande potencial e Vin Diesel está numa maré de filmes ruins que parece não acabar (Ele já teve uma maré boa?). Espero que o seu anunciado Hannibal, sobre o general que atravessou os Alpes com um exército de elefantes para atacar Roma, me surpreenda positivamente.


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Avaliação Bonequinho Cego:


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