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Cazuza – O tempo não pára

29.06.04 por Bruno Oliveira
Ícone do Rock and Roll nacional, Cazuza bem que merecia um filme melhorzinho para contar sua vida. Precisamos culpar os diretores Walter Carvalho e Sandra Werneck pela falta de sensibilidade. A “vida louca, vida breve” do cantor é relatada com olhos caretas.

Daniel de Oliveira: atração de circoOs amigos de Cazuza são figurantes, impressão que se agrava pela falta de um bom roteiro. Cazuza parece imaturo e vazio – impressão que só não arrasa o filme completamente por causa das músicas e das reconstituições dos shows. A família, que aparece mais, não ajuda a melhorar o filme. Reginaldo Farias, canastrão por natureza, está pior do que em novela. Marieta Severo também força um pouco a barra, mas tem boas falas. Além do protagonista, a única atuação que chama a atenção positivamente é a de Andréa Beltrão que parece improvisar bem.

Com tantos defeitos, o filme não parece sincero. E sem sinceridade, a atuação mediúnica de Daniel de Oliveira acaba servindo só para a curiosidade macabra dos espectadores que vêem Cazuza definhado como se fosse atração de circo.

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