A mesma falta de coragem fez com que Peter Segal colocasse tudo a perder em seu novo filme. A ótima premissa é exatamente o contrário do já clássico Feitiço do Tempo. No filme do Caça-Fantasma Harold Ramis o tempo passa para o personagem de Bill Murray, mas não para o resto das pessoas; no filme de Segal o tempo passa para todo mundo menos para a personagem de Drew Barrymore.
Sem aproveitar Adam Sandler como P. T. Anderson fez em Embriagado de Amor, o diretor de Como se fosse a primera vez fez um filme que oscila entre momentos Ace Ventura e momentos de surrealismo inspirado.
São esses bons momentos nos fazem imaginar que o material filmado poderia dar um filme muito bom se a edição não tivesse tanta preocupação de fazer um filme para a massa. Os atores são bons. Destaque para Sean Astin que faz o papel improvável de um marombeiro-narcisista que fala feito o Romário – quem imaginaria o melhor amigo de Frodo assim?
Não há mais nada para ler.







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[...] a originalidade dos filmes americanos. Perda de memória recente (Amnésia, Procurando Nemo, Como se fosse a primeira vez), assassinos do além (O Chamado, Na companhia do medo, etc), entre outras saídas “espertas” [...]