Diários de motocicleta
por Bruno Oliveira
Apesar do roteiro se mostrar um pouco cansativo no final, Diários de Motocicleta se destaca pelas belas paisagens dos países por onde os dois passaram (no filme, Gael García Bernal é Che Guevara e Rodrigo De la Serna, Alberto Granado), além de mostrar alguns detalhes interessantes da viagem, tais como as quedas ou quebras da moto La Poderosa (uma Norton 500, de 1939) e as caminhadas pelo deserto do Atacama ou pelas montanhas peruanas.
Walter Salles comprova sua fama de bom diretor ao juntar três elencos diferentes (um na Argentina, outro no Chile e o último, no Peru) e identificar e apresentar artistas desconhecidos e talentosos. Os personagens se misturam aos protagonistas da história como se fossem atores experientes. Entre os destaques, podemos lembrar o casal de mineiros chilenos e Márcia, a mulher peruana que teve de amputar o braço por causa da epidemia de lepra.
O diretor fez questão de mostrar, além dos locais, as dificuldades por que os dois aventureiros passaram e as culturas apresentadas em cada país. O filme se torna cômico em algumas passagens, como a dança do Chipi Chipi nos Andes Chilenos e o “muro dos inca-pazes” no Peru. Mas com o passar da narrativa e a mudança nos pensamentos de Che Guevara, a história ganha emoção. As cenas finais, como o mergulho de Che para comemorar seu aniversário com os leprosos e a despedida dos dois viajantes, arrancaram lágrimas de alguns.
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Avaliação Bonequinho Cego:

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7 Junho 2007 às 09:59