Eu, robô
por Bruno Oliveira
Isaac Asimov mudou a ficção científica ao criar as Três Leis da Robótica. Conceito que impedia os robôs de suas histórias de machucar ou causar qualquer problema para os seres humanos. Em vários de seus contos, Asimov elaborava quebra-cabeças onde, apesar de todos indícios apontarem para culpa dos homens mecânicos, eles nunca eram vilões. Os robôs eram mais humanos do que os humanos.
Tanto no trailer quanto no filme o otimismo do autor – sua visão de homens e robôs vivendo pacificamente –, que acabava com o complexo de Frankenstein que invadia as ficções de seu tempo e ainda invade os filmes de nosso –, foi embora ralo abaixo. O filme é melhor do que o trailer sugere, mas desperdiça a ótima oportunidade de fazer pelo cinema o que Asimov fez pela literatura. Uma adaptação nem um pouco apaixonada - e cheia de furos.
Agora o que mais preocupa é que A Fundação, um dos maiores trabalhos do autor, deve ser adaptada pelo mesmo roteirista. Como anda o calendário de Peter Jackson, hein?
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Avaliação Bonequinho Cego:

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