Falando de Sexo



Sabe aquele tipo de filme que não envelhece? Falando de sexo não é um desses. Talvez o nome recém fortalecido de Bill Murray tenha sido a razão para Europa Filmes fazer o lançamento tardio desta comédia. O bonequinho não consegue enxergar outra.

De 2001 pra cá, muitos filmes zombando a cultura americana de ganhar dinheiro às custas de processos e separações nos tribunais inundaram as salas de cinema, fazendo esta produção francesa envelhecer ainda mais; O amor custa caro, excelente comédia dos Irmãos Coen e Laws of Attraction, ainda inédito no Brasil, são os mais recentes exemplos disso.

Falando de sexo: pastelão demaisJohn McNaughton quis fazer um pastelão sensível – gênero com poucos acertos na história – e acabou constrangendo sensíveis e despretensiosos. As atuações são forçadas ao ridículo por culpa da direção - que só poupa Bill Murray, no seu adorável “papel de Bill Murray” de sempre.

Claro, algumas piadas de tribunal valem boas risadas. Mas a única coisa que ultrapassa as expectativas é a deliciosa trilha original de George S. Clinton, cujos trabalhos mais importantes até agora são as trilhas dos três filmes de Austin Powers, quase sempre apagadas pelas canções e menções às trilhas de 007.


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Avaliação Bonequinho Cego:


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