Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban



A demora para esta crítica sair não foi à toa. O bonequinho confessa um certo preconceito com o bruxinho. Não que seus filmes sejam exatamente ruins, mas os recordes de bilheteria quebrados pela série não são justificados pela sua qualidade. No meio de tantas animações infantis que agradam adultos, Harry Potter decepciona.

História de criança: Alan Rickman protege seus pupilos do lobo mau.Tentando ser isento, ver o filme não foi uma experiência tão traumática assim. O prisioneiro de Azkaban é sem duvida o filme mais visualmente impressionante da série. Não só nos efeitos – bem justificados – mas também na estética sombria da fotografia. Os personagens crescem juntos com os atores e este conceito é muito legal.

Os atores, aliás, são outro ponto forte do filme. Ao mesmo tempo em que é legal ver gente famosa fazendo pontas, dá pena ver Alan Rickman em apenas três cenas.

E mesmo sem saber que o homem mais oscarizado de todos os tempos estava na produção, o bonequinho se impressionou com a trilha sonora. Só nos créditos finais que a lâmpada acendeu: John Williams também havia trabalhado nos dois últimos filmes. Já o roteiro – por culpa das saídas fáceis da história – não engana nem o público alvo, as crianças.

O diretor Alfonso Cuarón disse em entrevista à SET que apesar de ter aceitado fazer Harry Potter porque queria ter no currículo um trabalho leve, se surpreendeu com a complexidade e as várias camadas do livro de
J. K. Rowling. Exagero. Quem passa tanto tempo trabalhando com um livro assim acaba enxergando profundidade em qualquer banheira rasa.


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Avaliação Bonequinho Cego:


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