Kill Bill: Vol. 1



Depois de uma escorregada, Jackie Brown, Quentin Tarantino desistiu de fazer adaptações e começou a escrever o roteiro de seu próximo filme, Inglorious Bastards. Sem muita inspiração e provavelmente com medo de botar mais a perder com um filme pretensioso, deixou-o de lado e começou a trabalhar numa idéia que havia tido com Uma Thurman durante as filmagens de Pulp Fiction.

Uma Thurman pronta para matar BillAssim surgiu Kill Bill, película despretensiosa que homenageia um importante subgênero do cinema: filmes de vingança. Tão cinéfilo quanto cineasta, depois de seis anos assistindo e estudando filmes todos os dias, Tarantino tinha um arsenal de referências para fazer. Parte da graça de ver Kill Bill está em descobrir onde estão as referências para procurar os detalhes na Internet. Sim, porque as homenagens são tão obscuras que não há nenhuma possibilidade de alguém que não seja o próprio diretor descobrir de onde a maioria delas vêm. Um exemplo disso são as referências que Quentin fazia durante a produção a filmes que Daryl Hannah aparecera e que nem a própria atriz lembrava direito.

Mas não faz mal. É só entrar no cinema com um espírito de quem vai ver um filme do Bruce Lee, que tudo fica bem. A violência, que apesar de caricata, impressiona qualquer pessoa que nunca tenha jogado uma partida de Grand Thief Auto, se mistura com uma comédia ácida irresistível. Uma homenagem a filmes B que continua sendo um filme B. Mas um excelente e – paradoxalmente? – bem produzido filme B.

Em geral, a crítica, que talvez tenha tido o maior medo de criticar um filme tão cheio de referências sombrias, acabou falando bem de Kill Bill. Não sei até que ponto isso foi honesto, e até que ponto foi só pra tirar uma onda de cult. De qualquer maneira, foi um acerto.


Saiba mais informações no IMDB



Avaliação Bonequinho Cego:


Compare Preços: Kill Bill: Vol. 1



Artigos Relacionados:

Comente sobre este artigo