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Leis da atração

29.06.04 por Bruno Oliveira
Apesar de ter um plot bem parecido com o de O amor custa caro, dos irmãos Coen, Leis da Atração segue um caminho bem diferente. Ganha em elegância, perde em originalidade. Os créditos iniciais lembram os de Thomas Crown – A Arte do Crime, e o filme começa arrancando boa vontade do público.

O diretor Peter Howitt, que já tem Johnny English e Ameaça Virtual no currículo (sim, aquele do Bill Gates e do gergelim), parece estar se especializando em filmes, digamos… despretensiosos. Mas a despretensão tem o pedigree de bons atores e a química entre Pierce Brosnan e Julianne Moore define a qualidade do filme.

O roteiro parece ter sido escrito de uma vez só, num exercício de livre associação; segue caminhos inusitados, mas não chega a ser genial. É uma bobagem, mas uma bobagem sincera e estilosa – o que já é mais do que se espera desse tipo de filme.

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