Madrugada dos mortos



A atualização do clássico de 1978, filmado por George A. Romero é tudo que pretende ser. Um thriller fantástico, quase um épico de terror. Nem é terror de meter medo (como O Chamado), nem terrir (como Cemitério Maldito). É um filme de zumbis que se leva a sério, na linha do recente Extermínio, só que bem maior.

Madrugada dos mortos: ambição e baixo orçamento
O primeiro filme da “Trilogia dos Mortos” de Romero, A Noite dos Mortos Vivos não é só um cult. Quando se fala de cult dá-se a impressão de que é um filme de interesse restrito, ligeiramente chato e adorado por alguns malucos. Não. O debut de Romero é um filme que mudou gerações de cineastas, que é referenciado e influencia o cinema até hoje. O filme é bom, e como um bom clássico, não sofreu muito com o tempo.

Já sua continuação (O Despertar dos Mortos-Vivos, de 78) não é tão universal. Apesar ainda ser um filme angustiante, a fotografia colorida pôs muito a perder – zumbis azuis? – e os anos 70 são bem caricatos em produções mais baratas. A refilmagem tinha muito a atualizar, e atualizou. As cenas de ação são muito bem feitas; o suspense e as relações entre as pessoas – conflitos no melhor estilo O Cubo – são mais complexos do que se espera de um filme de terror; os efeitos especiais são os melhores que os 30 milhões de dólares de orçamento (pechincha para um filme tão ambicioso) podem comprar. A gente se importa com os personagens e ri… ri muito de nervoso e do exagero das situações. O diretor estreante Zack Snyder e o inexperiente editor Niven Howie fizeram um ótimo trabalho.

Ah! Também tem a moral da história: “Crianças, nunca brinquem com uma serra elétrica dentro de um ônibus em movimento!”.


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Avaliação Bonequinho Cego:


Compare Preços: Dawn of the Dead, Madrugada dos mortos



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