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Meia Entrada pode ser limitada

21.04.07 por Bernardo Bauer (Google)
Começaram as sugestões para resolver o problema da quantidade excessiva de meia entrada. Uma das sugestões estabelece que a quantidade de ingressos vendidos na modalidade de meia-entrada seja limitada a 30% das poltronas. Quem sugeriu isso? O executivo da Kinoplex e vice-presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec), Luiz Gonzaga De Luca.

Se a onda pega vai ser um problema só. Uma coisa é certa, boa parte das pessoas que usam carterinha de estudante não são estudantes. O correto seria dar descontos para quem tiver menos de 18 anos ou mais de 65. O resto deve pagar o preço cheio. Cinema já foi a muito tempo opção de cultura, hoje está mais para lazer. Cinema Cultura normalmente está fora do circuito mainstream. Este tipo de filme normalmente só aparece no espaço unibanco e outras salas “alternativas”.

Eu duvido muito que se mudar a regra da meia-entrada os estudantes vão deixar de ir ao cinema. E se forem, ninguém perde mais nesta história do que os próprios cinemas.

Faço coro ao discurso de Luiz Gonzaga De Luca. Cinema é lazer. Meia-entrada é o cacete! :mrgreen:

Para saber mais sobre esta história de meia-entrada, leia o artigo no G1.

4 Comentários para “Meia Entrada pode ser limitada”

  1. Neste caso vamos então batalhar o preço pela metade para livros e compra de quadros famosos e suas replicas.

    Se tudo isso é cultura, então vamos tratar todos de maneira igual.

  2. Bruno Oliveira disse:

    Eu discordo frontalmente. Cinema é arte e arte é cultura. Não acho que um bom filme seja diferente de um bom livro ou uma visita a um bom museu, em termos culturais. Aliás, como ninguém mais lê livros ou vai a museus, arrisco dizer que cinema é parte mais integrante da cultura do que os dois outros juntos. A separação em mainstream e alternativo é injusta. A única mudança é o dinheiro que toma e gera. Alguns diretores mainstream de hoje são os melhores do nosso tempo e fazer sucesso não é motivo para considerarmo-los menos importantes artisticamente. Picasso foi famoso em seu tempo; Dalí também. E ninguém desmerece suas artes.

  3. […] pipocaram matérias (G1, Terra) e blogagens (Soninha, Alex, Ricardo, Cinema com Rapadura, Daniel, Bonequinho Cego, Ricardo Cobra, André Kenji) sobre a meia-entrada. Alguns contra, outros a favor. Aproveito para […]

  4. Bruno Oliveira disse:

    Eu não estou defendendo a meia-entrada. (Eu até acho que é uma boa idéia se implementada do jeito certo, mas essa é outra discussão). Estou defendendo que cinema é cultura e deve ser tratado como tal. Cultura e diversão não são mutuamente exclusivos!

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