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Monster – fúria assassina

22.06.04 por Bruno Oliveira
Em tempos que os documentários mais premiados do cinema são os que deixam a imparcialidade de lado, é no mínimo curioso que um longa metragem dramático sobre uma serial killer condenada a morte seja levado com isenção às telas.

Ricci e Theron: filme deprêE Monster não é abstrato como Elefante. A diretora Patty Jenkins tenta, corajosamente, contar um pouco da vida de Aileen, personagem de Charlize Theron, de maneira a explicar seus atos. Funciona. A personagem parece começar a matar por uma fatalidade, mas, aos poucos, cruza a própria linha moral.

A atuação (incorporação!) oscarizada de Theron é impressionante; mas é forte a impressão de que sem a ajuda da talentosa Christina Ricci o conjunto poderia não ser tão bom. O filme tem uma edição simples (pelo menos para os mais acostumados com malabarismos da montagem da série 24 horas) e uma trilha sonora discreta – às vezes o silêncio incomoda. É o tipo de programa que não se recomenda para um domingo à noite. Nem é preciso parar pra pensar muito pra sair do cinema com a impressão de que o mundo é um lugar horroroso. Deprê.

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