Monster – fúria assassina
por Bruno Oliveira
E Monster não é abstrato como Elefante. A diretora Patty Jenkins tenta, corajosamente, contar um pouco da vida de Aileen, personagem de Charlize Theron, de maneira a explicar seus atos. Funciona. A personagem parece começar a matar por uma fatalidade, mas, aos poucos, cruza a própria linha moral.
A atuação (incorporação!) oscarizada de Theron é impressionante; mas é forte a impressão de que sem a ajuda da talentosa Christina Ricci o conjunto poderia não ser tão bom. O filme tem uma edição simples (pelo menos para os mais acostumados com malabarismos da montagem da série 24 horas) e uma trilha sonora discreta – às vezes o silêncio incomoda. É o tipo de programa que não se recomenda para um domingo à noite. Nem é preciso parar pra pensar muito pra sair do cinema com a impressão de que o mundo é um lugar horroroso. Deprê.
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Avaliação Bonequinho Cego:

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