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Na companhia do medo

02.04.04 por Bruno Oliveira
As duas sensações mais fáceis de arrancar de um espectador de cinema são, provavelmente, susto e constrangimento. Qualquer filmeco de suspense ou terror consegue, com artifícios manjados, fazer os mais distraídos pularem na cadeira.

Quando um elenco talentoso se reúne para fazer um triller paranormal espera-se, apesar do tema batido, mais do que sustos. A expectativa era de um roteiro mais trabalhado, sem clichês ou maus diálogos – um suspense acima da média.


Na companhia do susto

Não entendam mal. O filme não é ruim, e o bonequinho não tem nenhum preconceito com filmes fantásticos, mas quando o elemento fantástico não é necessário para contar a historia, para que usá-lo? Com um pouco mais de trabalho os roteiristas poderiam ter secado todo o sobrenatural, deixando a historia mais séria e complemente verossímil. Escolheram o caminho mais fácil, ou simplesmente seguiram a tendência iniciada em 1999 pelo sucesso de O Sexto Sentido e renovada por filmes mais recentes como O Chamado.

Parece que os produtores ditaram o tom do filme: Joel Silver, produtor de blockbusters de antigamente e bombas de hoje em dia e Robert Zemeckis, que já tinha dado ele mesmo sua escorregada paranormal, desperdiçando bons atores, em Revelação, com Harrison Ford e Michelle Pfeiffer.

Um Comentário para “Na companhia do medo”

  1. […] a originalidade dos filmes americanos. Perda de memória recente (Amnésia, Procurando Nemo, Como se fosse a primeira vez), assassinos do além (O Chamado, Na companhia do medo, etc), entre outras saídas “espertas” […]

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