O Justiceiro
por Bruno Oliveira
Houve uma evolução evidente da visão dos donos do dinheiro sobre essas produções. X-Men, Homem-Aranha. Mais grana foi investida, melhores diretores foram contratados. Ainda assim, infelizmente, vez por outra os direitos autorais de um bom personagem acabam caindo em mãos erradas.
Nas patas de um diretor estreante e na pele de um ator desconhecido, um dos personagens mais durões da Marvel – um herói mau e sem poderes – rende um filme sem violência, sem sangue, sem graça. Apesar de alguns detalhes legais (a chacina na casa de praia e a morte à la Mad Max no píer) todo o conceito de fazer um filme para a família foi equivocado. Isso funciona com Super-Homens e Aranhas, mas não com Demolidores e Justiceiros. A idéia de colocar Frank Castle no meio de vizinhos que servem como alívio cômico é digna de pena de morte (BANG!, o Bonequinho atira). Bryan Singer – que talvez seja o diretor da nova versão de 200 milhões de dólares de Super-Homem – provou com X-Men que um orçamento baixo pode render um bom filme de super-herói. Não há desculpas.
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Avaliação Bonequinho Cego:

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