O Pagamento



Vendo um bom filme de James Bond, a gente aprende que, nem sempre, saber o final tira a graça de um filme. O Pagamento resgata esta sensação e se mostra um ótimo filme-pipoca. É o melhor filme de John Woo desde A Outra Face.

Não há duvida de que John Woo sintetiza com enorme habilidade a ação cool do cinema chinês, além de ter sido um dos pioneiros do embelezamento da violência no cinema do ocidente. O problema é ter virado objeto de culto. Ele está longe de ser um talento fora do seu nicho. Sem falar que seus últimos longas-metragens foram feitos no piloto-automático.

Depois da falta de inspiração de Missão Impossível 2, e de Códigos de Guerra, que ninguém engoliu bem, todo mundo passou a ficar com um pé atrás. O Pagamento chegou no Brasil com críticas desfavoráveis nas costas e Ben Affleck no elenco.

No início o clima do filme não convence totalmente. A adaptação não pareceu ter sido bem atualizada. Segways figurando na tela e uma parafernália tecnológica com um visual fake tipo Jornada nas estrelas ameaçam a credibilidade da história. Alguém agüenta computadores rodando programas auto-explicativos? Ainda parece realista? Woo parece não conseguir arrancar nenhuma expressão do rosto de Affleck – que consegue tirar várias, de constrangimento, da platéia. Mas Philip K. Dick mostra que merece a reputação que tem. O argumento do filme é tão legal que o espectador acaba querendo ser enganado.


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Avaliação Bonequinho Cego:


Compare Preços: O Pagamento, Paycheck



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