O senhor dos anéis: o retorno do rei
por Bruno Oliveira
Seguindo a linha dos seus antecessores, o disco de O Retorno do Rei é feito com cuidado. Mas os extras são ruinzinhos; dois documentários de vinte e poucos minutos que repetem os mesmo trechos de entrevista, spots de TV, mini-documentários da Internet e um “Trailer da Triologia” muito sem graça – que perdeu a oportunidade de ser um clipe da já clássica trilha de Howard Shore, do jeito que o DVD de Gladiador faz com a música de Hans Zimmer. E o documentário da National Geographic é o mesmo que passa no NGC, que, quando vi, dias antes da estréia do filme nos cinemas, pensei “Eu ia ficar muito revoltado se comprasse um disco da National Grographic com um documentário deste nível”. Ironia… acabei comprando sem querer.
Agora, o filme é uma experiência de vida. E como ele arrecadou mais de um bilhão de dólares mundo afora, acho que todo leitor do Bonequinho Cego já viu. Atenção para a cena dos Cavaleiros de Rohan chegando em Pelenor, que é mais emocionante no filme que no livro – de arrepiar.
Mais do que justos, os onze Oscar. Analisando cada um deles, talvez não. Mas se a canção de Annie Lennox – que é muito inferior a de Enya, em A Sociedade do Anel – podia ter perdido para a empolgante musiquinha de Bicicletas de Belleville, sua fotografia pareceu mais merecedora do prêmio que a de Mestre dos Mares, apesar de nem ter concorrido nesta categoria.
Agora esperamos que Peter Jackson dirija o Hobbit, que haja uma mini-série da HBO sobre O Silmarillion, que os Contos Inacabados virem uma novela da Globo e que o as aventuras de Tom Bombadil virem desenho animado no Cartoon Network. Não duvide!
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Avaliação Bonequinho Cego:

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5 Maio 2007 às 10:07