Supremacia Bourne
por Bruno Oliveira
Roger Moore, por exemplo, deu um tom de comédia aos filmes do espião - e não é pra menos: todo mundo sabe que depois do final da guerra fria James Bond se embananou pra achar novos inimigos; a cada dois anos ele tinha que impedir um supervilão megalomaníaco de dominar o mundo. Não dava pra não virar comédia.
Mas não precisava ser assim. Paul Greengrass provou que filmes de espionagem podem ser atuais e minimamente realistas sem entediar o espectador. Jason Bourne é um herói e pra isso não precisa nos fazer de bobos. Ele improvisa, se machuca e mata a sangue frio.
O espectador vê com os próprios olhos cada um dos seus truques – óbvios só depois que a gente aprende como se faz. Num roteiro com cérebro as perseguições de carro mais empolgantes dos últimos anos têm sabor especial. E todas filmadas no cenário mais legal do mundo – a Europa. Nem dá pra acreditar que tem dinheiro americano nisso.
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Avaliação Bonequinho Cego:

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